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    12|2018

    Levantamento de Peso: 4º no Mundial, Fernando Reis dá aula no Piauí antes de passar por cirurgia










    Fábio Lima / Cidade Verde

    Uma turma de mais de 40 alunos reservou o fim de semana para ter aulas com o maior nome das Américas na categoria acima de 109 quilos do Levantamento de Peso. Fernando Reis ministrou workshop em Teresina (PI) e repassou seus conhecimentos para professores e atletas - muitos deles adeptos do treinamento funcional e crossfit. 

    - O Levantamento de Peso era muito pouco conhecido e pouco difundido. O Crossfit trouxe luz e as pessoas começam a ter uma relação de como é difícil levantar peso. O "ser humano normal" faz no Crossfit 40kg, 50kg, 60kg, e vê o profissional fazendo 200kg, 250kg. Eles conseguem relacionar e ver como é complexa a modalidade. Isso pra gente é fantástico. 

    Fernando Reis levantou cerca de 200 quilos na manhã deste domingo (16) e impressionou os alunos do workshop, que tiveram de se contentar com a barra sem anilhas para aprenderem os movimentos da modalidade. O atleta visita o Brasil e repassa seus ensinamentos em academias credenciadas, com professores que são submetidos a curso específico. 

    Lesão, cirurgia e foco em medalhas
    O professor tem um currículo e tanto. Quinto colocado nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, Fernando Reis alcançou o quarto lugar em sua categoria no Campeonato Mundial, disputado no Turcomenistão, em novembro. Uma lesão no joelho esquerdo o atrapalhou na competição, que poderia lhe render a primeira medalha de um brasileiro em toda a história dos mundiais. 

    O problema no joelho deve deixar Fernando Reis de dois a três meses em recuperação. 

    - Semana que vem eu tenho uma cirurgia marcada para reconstrução do joelho esquerdo e eu espero recuperar o melhor possível para no ano que vem pegar essa medalha, porque a gente está cada vez mais perto dela.

    O foco é o título dos Jogos Pan-Americanos, em Lima, no Peru, no final de julho, e o Mundial de Levantamento de Peso, em setembro. A confiança em uma medalha inédita é enorme, não só no ano que vem, mas também nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. 

    - Esse é o caminho fatal. A gente vai pegar essa medalha no Mundial e com certeza vou pegar medalha nas Olimpíadas. É só manter a consistência, não ter mais nenhuma lesão que seja grave, manter o padrão e fazer uma boa recuperação da cirurgia.